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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Entre o Beijo e a Poesia

Das batucadas mais fortes que o carnaval nos presenteia, a mais intensa era o batuque entre os lábios dele e dela.
Passar o carnaval no Rio de Janeiro é o sonho de qualquer pessoa, mas aquele beijo fazia esse sonho se tornar "mas que nada".
Quente, memorável, explosivo
Como uma bateria de carnaval.
A cena que latejava era a puxada que ela deu no braço dele e o levou para debaixo dos Arcos da Lapa.
Que momento!
Quanta coisa aconteceu ali naquele curto espaço de tempo, naquela tarde quente de segunda-feira pós-bloco.
Fechava os olhos e sentia. Pensava, flutuava e deixava a sua voz interna falar: "- Parece que fui feita para te beijar!"
"Beija o garoto!", gritavam de lá.
"Wow!", se assustavam as gringas.
E eles riam, riam...
O momento era aquele.
E foi eternizado nesse beijo
Que hoje vale a poesia.

Baile

Sabia o caminho até os discos de vinil na sua estante, mas hesitava em fazê-lo. 
Era a lembrança mais intensa que tinha dos dois. Sabia que depois da escolha do disco, a música rolava e o resto era só melodia composta por eles.
Por que tão difícil cessar isso que queima entre nós? 
Ou mesmo deixar arder até não restar mais nem fumaça.
Tentou uma, tentou duas...
Foi para o banho.
Abriu uma garrafa de vinho.
Dançou sozinha e tentou afastar aquela lembrança que insistia em estar ali. 
O cheiro ainda permanece
O gosto é forte
A vontade, pulsa. 
E ela...
Ela segue,
Ela baila
Aquela melodia composta por mais um dos muitos que passaram por aquela pista de dança.

Musicando

Um copo a menos
E eu ainda sinto seu corpo debruçado sobre o meu.
Continuo imaginando como teria sido...
Ou pode ser? 
Ainda sinto teus dedos me tocando
E dedilhando
Com todo carinho
Escuta
Coração
Sensibilidade
Daquelas que poucos possuem.
"É dom..."
Dizem. 
Mas amor é isso
É como música:
É preciso ter swing.
Ou nasce com tal
Ou morre tentando obter.