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Presentes do Acaso

E foi um daqueles encontros que não se consegue esquecer em muitas vidas. O coração chegou até a bater descompassado naquele momento. 
Te ver, te querer, te tocar... Gestos simples, mas tão únicos. 
Sente-se!
Quer água? Cerveja? Vinho? Beijo? Café? Cafuné? 
E você, timidamente, ri... 
Te admiro. Ha, como é bonito. Fica aí, levanta não. Gosto da cor dos teus olhos. 
Enquanto tento abrir a garrafa de vinho de maneira bruta, tu levantas e chegas para mais perto de mim. Tão difícil resistir ao teu toque suave. 
Me deixo levar...
Um beijo, dois passos para atrás
Aperto entre o teu braço na minha cintura e o meu corpo encostado na pia. 
Deixei que me guiasse.
Mãos no cabelo, no rosto, aquela esbarrada na garrafa de vinho. E derramamos.
Nos derramamos a noite inteira entre jogos, risos e carícias. Malícias. 
Teu corpo era meu. Meu corpo era teu. 
À meia luz, nos derramamos e nos pertencemos. 
Cê é bonita, já disse?!
Fica aí que eu quero te olhar. 
Enquanto o dia nasce, nos debruçamos em nós e compomos um laço. 
Presentes do acaso. 
Fica aí... 
Quer café, pão, manteiga, permanecer por uma vida inteira? 
Ou até dizer chega.

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