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Mostrando postagens de Julho, 2015

Hoje

Deitada nessa meia-luz,
Meio sombra, meio escuridão,
Se entrega por inteira. 
Sussurra, geme, sorri
Meias verdades
Ou grandes mentiras?
Seu olhar é um mistério,
O qual eu não ouso desvendar.
Debruças,
Relaxa os cabelos no meu peito
E me envolve no teu cheiro. 
Percorro o mundo,
O universo,
O cosmo,
E retorno
Na galáxia das tuas pernas
Para desfalecer, enfim, na aldeia dos teus braços,
Repousar no aconchego do lar da sua boca
E encontrar caminhos em tuas mãos.
Desbravemos, então, trilhas no entrelaçado dos nossos pés. 
O infinito é esse quarto
Composto apenas
Por eu&você.

Presentes do Acaso

E foi um daqueles encontros que não se consegue esquecer em muitas vidas. O coração chegou até a bater descompassado naquele momento.  Te ver, te querer, te tocar... Gestos simples, mas tão únicos.  Sente-se! Quer água? Cerveja? Vinho? Beijo? Café? Cafuné?  E você, timidamente, ri...  Te admiro. Ha, como é bonito. Fica aí, levanta não. Gosto da cor dos teus olhos.  Enquanto tento abrir a garrafa de vinho de maneira bruta, tu levantas e chegas para mais perto de mim. Tão difícil resistir ao teu toque suave.  Me deixo levar... Um beijo, dois passos para atrás Aperto entre o teu braço na minha cintura e o meu corpo encostado na pia.  Deixei que me guiasse. Mãos no cabelo, no rosto, aquela esbarrada na garrafa de vinho. E derramamos. Nos derramamos a noite inteira entre jogos, risos e carícias. Malícias.  Teu corpo era meu. Meu corpo era teu.  À meia luz, nos derramamos e nos pertencemos.  Cê é bonita, já disse?! Fica aí que eu quero te olhar.  Enquanto o dia nasce, nos debruçamos em nós e compomos um laç…