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Mostrando postagens de Abril, 2015

seguir voando

Às vezes eu me encolho igual a um feijãozinho; Outras vezes quero me expandir igual a uma árvore; Nas demais vezes sou como um passarinho Que voa, voa Querendo criar um ninho. Ah, mas é tão complicado encontrar galhos para repousar Levar pedaços de uma casa no biquinho. Então sigo voando E a vida seguindo De um jeito bonito e sereno Até encontrar um lugar
Para isso que eu chamo de ser.

silêncios

E então fez-se silêncio.
Talvez ela precisasse disso.
Silêncio.
Silêncio em meio a tanto barulho.
Barulho, barulho vazio. Barulho sem informação, sem precisão, sem decisão, sem necessidade. Apenas barulho. Disse me disse, diga-me com quem andas que eu te direi quem és. Ou não.
Silêncio.
E essa bagunça em ti, menina, que fazes com ela?
Silêncio
Para pôr em ordem aquilo que devora.
E lá fora
Tudo corre bem.
Afinal, o que vale são as aparências.
As aparências?
As aparências que não enganam, não.
Silêncio!
Para quê tantas falácias?
O vazio é tão estranho. Esse misto de sei-lá-quê confunde, co-funde-se e, então, que resta?! O quê sou?
Silêncio?
Dê voz, se dê voz
E então grite! grite grite grite
para que todos possam ouvir
aqui, ali
onde quer que seja
apenas seja.
Silêncio...
Em meio há tanto barulho.