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Mostrando postagens de Março, 2015

depois

Das coisas que não devem ficar para depois:
silêncios;
abraços;
palavras;
soluços;
sorrisos;
amor,
amor,
amor.

Eternidade é momento.

(des)encontros

Eu gostava de observar as constelações que te compunham. 
Era tão bonito te ver deitada, com esses teus cabelos que parecem esconder milhares de segredos e pensamentos. Ah, se eu tivesse fôlego para descobri-los. 
Você era bonita na sua simplicidade.
Gostava de jeitos mais independentes, prezava por isso. E eu te admirava, te admirava em silêncio.
Em silêncio porque as palavras são traiçoeiras, são flechas que, disparadas sem direção, cortam e esmagam e o dano pode ser fatal.
E eu gostava de te admirar em silêncio.
Quando você colocava a mão no rosto fingindo estar envergonhada ou quando ria para mim sem graça pedindo para eu parar com aquilo.
Era bonito te ver vermelha de vergonha.
Era bonito porque hoje as pessoas gostam mais de se exibir e você não era assim. Você era você na sua naturalidade de ser você. E isso me encantava...
Eu não sei por onde andas agora. O que fazes, como fazes...
A saudade é um misto estranho de lembrança gostosa e vazio desagradável. 
A liberdade é algo que me confort…

Ao tempo

Um turbilhão de pensamentos em uma cabeça que sonha em descobrir o mundo.
O mundo que, tão pequeno, parece engoli-la volta e meia. Essa ansiedade já era costumeira, mas hoje era diferente.
É sempre diferente quando se toma outros passos, quando decide-se descobrir novos rumos.
Tudo se passa em sua frente:
As primeiras palavras, os primeiros gestos, as primeiras danças e, eventualmente, tudo aquilo que, por mais que seja antigo, sempre tem um momento para ser primeiro.
Agarra-se ao que de fato é. Não há mais tempo para fingimentos.
Tempo?
O que seria tempo?
Corra, corra, pequena.
O mundo é vasto, já dizia o poeta.
O mundo é teu, pequenina.
Mostra tuas asas ao mundo e levanta voo, passarinho. Já é tempo.
Talvez isso seja tempo...
Isso que não espera, que esmaga, que anseia...
Levanta e vai: mais um passo.
E outros tantos que se ensaiam no... O que é mesmo tempo?
Vá!

Reinventar

Eu gosto de me recriar.
Eu gosto de cair, levantar
Ir, voltar
Descer, subir
Aparecer, sumir.
Gosto da destruição,
Pois somente assim há
(re)construção.
Há vida após...
Sempre há
Sempre houve
Sempre haverá!
Porque é nisso em que eu acredito
E me agarro
E me sustento.
Dia após dia
E vida à reinvenção!