Pular para o conteúdo principal

Divagações

O que fazes, mulher, quando deitas nas noites de um verão qualquer? 
O que pensas, mulher, quando derramas sob meu peito teus gritos sem eco e tuas palavras sem som? 
Que pensas quando não pensas
Que pensar já é algo tão além das nossas forças
Enquanto misturo desejo e mistério
Junto de ti.
Deitar-me-ei
E junto do teu corpoema
Descansarei de mais um dia
Docediamargo
Ao tentar desvendar cada gesto em teu olhar misterioso-ingênuo
(Em vão).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Rubi

Se preparava para sair. Era mais uma noite. Mais uma de tantas, mais uma de muitas. Gal Costa em um volume agradável, dizia: “Sou dessas mulheres que só dizem sim”. E talvez ela fosse dessas mulheres que só dizem sim. Um preparo, uma taça de vinho, aquela noite era dela. Apesar de ser uma pessoa diurna, sentia que algumas noites reservavam coisas especiais destinadas para ela. E ela seguia... Ritual de sempre: cabelo, roupa, maquiagem. E o velho companheiro lá, espreitando tudo e esperando para o gran finale. Sabia que sua hora chegaria, sabia que sua hora preciosa de estar naquelas mãos pequenas chegaria e ele aguardava suavemente. Joga o cabelo para cá, amassa de lá. Volume importa! Roupa 1, não Roupa 2, nem pensar Roupa 3, ok. Talvez. Não sabe. Deixa em aberto essa questão. Parte para a maquiagem. Processo chato, processo demorado. Gostava da própria pele, gostava do jeito que a sua pele tinha histórias para contar. Cada sorriso, cada olhar de surpresa, de susto, de alegria, cada ‘cada’ de se…

depois

Das coisas que não devem ficar para depois:
silêncios;
abraços;
palavras;
soluços;
sorrisos;
amor,
amor,
amor.

Eternidade é momento.