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She

Os lampejos de sol invadiam seu quarto lentamente. O dia amanhecera de um modo fatal dentro dela. Sem mais esperas, as decisões teriam de ser tomadas de uma vez por todas. A leveza é adquirida de uma forma tão pesada. Caminhou por entre os cômodos da casa tentando não sentir o vento frio desses dias de Agosto. Deixou que o sol iluminasse e aquecesse o exterior e o interior, fundamental mesmo é sentir-se viva. Do que adianta viver e não está vivendo?
Buscou alguns modos para uma saída fácil, mas os desafios não pedem saídas fáceis. Encheu-se de coisas boas: músicas, café, banhos demorados, pensamentos positivos. A vida é contínua. Não era um dia feio, era um dia diferente dos normais daquele ano em que não estava fazendo tanta diferença na sua vida. Ou sim, tinha que aprender a crescer de um modo, ou de outro. A vida requer peito de aço.
Sabia que precisava de inspiração para seguir. O dia estava com uma energia boa. Estampou um sorriso no rosto e nos olhos, e buscou inspiração suficiente para resolver sua vida. Andar não é difícil, difícil mesmo é aprender a caminhar. Ela já sabia caminhar, ela era capaz de caminhar. Por vezes esquecia-se das forças de suas pernas e tentava apoiar-se em terceiros, mas não adiantava muito garantir-se nos outros para tentar descobrir você mesmo. Detestava todo e qualquer tipo de dependência, por não queria moldar-se a outras pessoas. Ela era suficiente nela mesma.
Os problemas tomaram suas formas e ela os mandou para longe dela. É fácil ser leve. Resolveu seguir e ser leve nela mesma. Tão própria, tão ela. O mundo agarrou-se nela e ela no mundo e, fundidos, eram um só. Com todo amor e paz, respirou e sentiu os ombros se livrarem de um peso jamais conhecido. Ela voltou para ela mesma. 

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