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Mostrando postagens de Março, 2013

Aos Amores Tempestuosos

Parece que o tempo tem girado ao contrário ultimamente. Nosso fardo anda tão pesado que, sim, Drummond, os ombros suportam o mundo. Mais os dele que os meus, mas eu prefiro acreditar que um é o apoio do outro e sem isso acaba por enfraquecer. Certa vez me dissestes para deixar o inverno lá fora e cuidar do quente da nossa morada. Lembrei-me de que fiz dos teus braços a minha morada e não pretendo deixá-los. O inverno invadiu, abalou, mas estou cuidando e reparando os estragos dessa tempestade de verão. Geralmente breve e passageira, causadora de estragos que as outras estações tratam de reparar e tudo se torna bem mais bonito com o chegar da primavera. Teus braços continuam a me confortar como jamais confortaram antes. Teus medos, meus medos, nossos medos hão de se tornar coisas banais perto do nosso amor. Teus braços e teu peito hão de afagar minhas dores e eu, permanente e firme, estarei mais forte do que nunca para espantar qualquer fantasma que tente se aproximar de nós. É importan…