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Por Mim, Por Nós.

Tinha muitas dúvidas com relação ao destino, mas passei a acreditar no momento em que te conheci.
Não digo no exato momento em que te vi ou na hora do primeiro beijo, primeiro contato. Digo quando te conheci mesmo, quando passei a estar mais perto de você do que eu desejaria.
É aquele tipo de coisa que acontece uma vez e a cada vida. Tínhamos tudo (e temos até hoje) para dar errado. E demos! Um errado certo. Um errado que eu quero repetir as doses várias e várias vezes. Daqueles erros que não cansamos de repetir e quanto mais, melhor.
Eu não sei o que acontece, mas só eu sei o que senti da primeira vez que nos abraçamos naquele ponto de ônibus costumeiro e eu pensei: "São nesses braços grandes e fortes que quero descansar minhas dores sempre." Mas eu não podia pensar aquilo. E é inevitável, cada vez que te abraço e te tenho perto e te sinto e me aconchego em teu peito, é nesse absoluto momento que me vem a certeza daquilo que pensei há um ano atrás.
Não deu muito certo para nós. Talvez seja coisa do destino. Temos sempre a mania de culpar o tempo, mas esquecemos que esse mesmo tempo nos uniu. Numa hora fodida, mas uniu. Teve de tudo para nos afastar, mas permanecemos aqui.
Sem motivos, sem por quês. Apenas permanecemos.
Talvez, apenas, não tenha chegado o tempo do nosso tempo.
O amor não tem pressa
Ele pode esperar.                                    
Em silêncio,
Num fundo de armário,
Na posta restante,
Milênios, milênios no ar...”
Chico Buarque foi mestre, como sempre, ao escrever essa letra.
Por vezes o silêncio tenta gritar absurdamente alto, mas me conforto em teu peito e grito em mim, bem baixinho, para não atrapalhar um momento tão mágico como esse.

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