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Lição do Dia: Amor!

Fuçar em velhas caixas é o mesmo que fuçar o baú da memória. Tocamos as memórias vazias e damos cores, formas e lugares a elas, mesmo que sem querer. Revirar tudo isso me faz revirar aqui por dentro, procurando algo que eu não sei bem o que é.
Revirando mais um pouco, encontro um velho diário. Páginas rasgadas e poucas escritas. Quando eu era menorzinha, não tinha o hábito de escrever sobre a minha rotina. Achava meio, digamos, estranho. Creio que o dia foi feito para ser vivido, apreciado e degustado da forma como ele é e transcrever isso para um papel era o mesmo que tentar revivê-lo, mas não teria o mesmo gosto, então eu vivia dia-após-dia de uma forma única, sem querer repeti-lo, pois sempre soube que não teria o mesmo gosto.
Esperamos sempre coisas novas e tentamos buscá-las ao decorrer dos nossos dias. Tentamos colher, da forma mais delicada possível, as melhores coisas do nosso dia. Por mais que seja cansativo, infernal e um pouco azedo, o dia acaba por nos trazer uma linda lição de tudo aquilo que queremos aprender. Não basta apenas passar o dia, temos que viver o dia e tudo o que ele nos oferece. Temos que acrescentar vida, cores, sorrisos, amores, loucura e muito, muito prazer em tudo aquilo que nos rodeia.
O fardo é pesado, mas nada que os nossos ombros não suportem. A estrada é perigosa, mas nada que com atenção não possamos cruzar.
Não sei quanto a vocês, mas agarro-me a essa esperança todos os dias da minha vida. Para que, assim, eu possa aprender com tudo o que me é colocado à frente, como obstáculo ou uma simples lição.
É preciso amor nos nossos dias. É preciso amor em tudo aquilo de que somos feitos.
É preciso, apenas, ter amor.
Fazer amor
Ser amor.
AMOR.

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