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Mostrando postagens de Junho, 2012

Esboço de Felicidade

“Felicidade é só questão de ser.”
Começo o texto com essa frase simples da música Felicidade, do cantor paulistano Marcelo Jeneci, que anda me encantando aos poucos, aliás. Mas muito mais que questão de ser, felicidade é questão de ver. Ver tudo o que se mostra a sua frente e todos os motivos, que não são poucos. Felicidade de ser pouco e ser muito, felicidade de ser nada e ser tudo, felicidade de ser e estar vivo. Sem limitações de sorrisos, hoje é dia de ser feliz sem restrições. Contando que hoje é todo dia, de todo mês e todos os anos. Muito mais do que viver, é sentir que estar vivo. Isso sim é o que faz a essência de sermos. Chutar o balde de preocupações, tirar o terno e folgar a gravata das limitações. Esquecer as barreiras e enxergar três léguas a frente do nariz egoísta. Alçar um voo leve, pouco a pouco, se permitir a tudo aquilo que não lhe pertence por falta de coragem. Ser livre. Afastar as coisas velhas, livrar-se de coisas velhas. Esvaziar o guarda-roupa, as gavetas, a ca…

Você

Sentir Teu toque Teus dedos no meu corpo Tuas mãos sobre as minhas Teus braços ao redor de mim Você. Amar Teu sorriso Teus olhares O modo como chegas E me invades E me tomas E me pegas E me torna tua Só tua Você. Amar Sentir Ser Você.

Dois Lados

Se eu fechar essa porta O vento do destino encarrega-se de abrir a janela. Se eu me atrever a fechá-la As mãos que suportam a porta Permitirão que você entre de novo E aconchegue-se junto aos meus braços. Maldito destino E suas duais relações Ou te deixo partir Ou te quero cada vez mais perto de mim.

Lição do Dia: Amor!

Fuçar em velhas caixas é o mesmo que fuçar o baú da memória. Tocamos as memórias vazias e damos cores, formas e lugares a elas, mesmo que sem querer. Revirar tudo isso me faz revirar aqui por dentro, procurando algo que eu não sei bem o que é. Revirando mais um pouco, encontro um velho diário. Páginas rasgadas e poucas escritas. Quando eu era menorzinha, não tinha o hábito de escrever sobre a minha rotina. Achava meio, digamos, estranho. Creio que o dia foi feito para ser vivido, apreciado e degustado da forma como ele é e transcrever isso para um papel era o mesmo que tentar revivê-lo, mas não teria o mesmo gosto, então eu vivia dia-após-dia de uma forma única, sem querer repeti-lo, pois sempre soube que não teria o mesmo gosto. Esperamos sempre coisas novas e tentamos buscá-las ao decorrer dos nossos dias. Tentamos colher, da forma mais delicada possível, as melhores coisas do nosso dia. Por mais que seja cansativo, infernal e um pouco azedo, o dia acaba por nos trazer uma linda liç…