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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Bilhete

Eu fiquei te observando por um tempo de longe.
Nossa, como você me dói!
Eu procurei não incomodar, ficar o mais distante possível. Longe o bastante para te observar, apenas.
Você espalhava seus sorrisos, sua alegria, sua confiança. Era algo tão bonito de se ver, mas dolorido demais para se ter.
Fiquei te observando apenas de longe.
Às vezes quis te emprestar uma mão, por muitas vezes um braço e incontáveis vezes toda a minha pessoa. Mas resolvi ficar apenas de longe.
Te observar já era dolorido o suficiente para te querer cada vez mais perto.
Mas, eu não queria mesmo incomodar e sempre tive dessa de não incomodar mesmo. Não seria diferente, já que era algo meu.
Então, fico apenas de longe observando o quanto você me dói.

I'm Fine

Num desses dias confusos resolvi procurar terapia. Esse lance de deixar o tempo passar não estava mais funcionando comigo e só acumulava lixo no meio da bagunça sentimental na qual me encontrava. Resolvi mesmo procurar um divã e despejar todo aquele lixo no ouvido do psicólogo, psiquiatra ou algum desses médicos que curam solidão.
Desde que meu anjo querubim ou “da guarda” resolveu me abandonar, perdi totalmente o rumo das coisas. Isso mesmo, meus caros, abandonar. Decidiu sair voado, meteu o pé, abandonou as coisas e me abandonou. Mas isso de abandonar não é nenhuma novidade pra mim, acho que ele sabia que eu iria dar conta de mais uma também e resolveu sair. Sem recado, sem mensagem, sem aviso, sem nada. Simplesmente se foi. Não faz falta também, pois já não estava mais dando conta do trabalho dele. Anjo safado!
Fui para a terapia. Eu não sabia como me comportar nessas consultas, pois era a minha primeira vez. O nome do médico era engraçado “Mendes Pinto”. É muito infantil rir de sobr…

Apenas Mais Um

Era mais um dia comum entre aqueles dias cinzas e solitários no qual você me deixou.
Levantei, tomei meu café e decidi fazer algo diferente.
Eu tinha certeza de que seria perdoado.
Te trazer de voltar seria a tarefa mais difícil e o jogo mais perigoso para ser jogado, mas tive que correr o risco e arriscar. Não conseguia prever até onde isso iria me levar. Decidi fazer algo diferente.
Fui até à floricultura. Uma dúzia das tuas rosas favoritas. Vermelhas, certo?! Um bilhete simpático e toda aquela coragem que me rondava. Não sei ao certo que dose tomei, apenas tomei. Estufei o peito e segui. O dia seria longo.
Eu tinha certeza de que seria perdoado.
Segui para a tua casa. Caminhos tortuosos. As poucas vezes que estive por aí não deu para reparar muito no caminho, pois a pressa daquelas breves passagens me deixavam meio confuso. Confuso. É, foi assim que você me deixou.
Subir lentamente as escadas daquele prédio cheio de poeira me deixou meio tonto, mas eu não podia desistir no meio do caminho…

Entre Partir e Voltar, Os Restos.

Fazer a mala é sempre algo muito difícil. Por mais que você tente arrumar tudo direitinho e colocar nos eixos, parece que fica sempre algo fora do lugar. Ênfase no sempre, por favor.
Pedaços de alguma coisa vão ficando para trás. Saudade, talvez. Caindo e quebrando devagar, a saudade espalha uma dorzinha estranha e vazia que acaba por tomar o corpo inteiro. Perturba Perturba Perturba.
Ao partir, você larga algumas coisas. Observa-as de longe e com um olhar totalmente esperançoso. Esperançoso? Sim! Totalmente. Não sei quanto aos demais, mas eu adoro voltar e ver as coisas nos seus devidos lugares. Sem se perder, sem se romper, sem deixar de existir. Mas, por mais que saibamos que sempre sofrerá abalos e nunca mais será do mesmo jeito, continuamos com a velha esperança de voltar e encontrar tudo no seu devido lugar. Ênfase de novo no sempre, por favor. Ouvi certa vez que coisa bonita e verdadeira não se perde. Não pus muita fé, quis viver para crer. É, essa pessoa que falou isso estava to…