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Mostrando postagens de 2012

Por Mim, Por Nós.

Tinha muitas dúvidas com relação ao destino, mas passei a acreditar no momento em que te conheci.
Não digo no exato momento em que te vi ou na hora do primeiro beijo, primeiro contato. Digo quando te conheci mesmo, quando passei a estar mais perto de você do que eu desejaria.
É aquele tipo de coisa que acontece uma vez e a cada vida. Tínhamos tudo (e temos até hoje) para dar errado. E demos! Um errado certo. Um errado que eu quero repetir as doses várias e várias vezes. Daqueles erros que não cansamos de repetir e quanto mais, melhor.
Eu não sei o que acontece, mas só eu sei o que senti da primeira vez que nos abraçamos naquele ponto de ônibus costumeiro e eu pensei: "São nesses braços grandes e fortes que quero descansar minhas dores sempre." Mas eu não podia pensar aquilo. E é inevitável, cada vez que te abraço e te tenho perto e te sinto e me aconchego em teu peito, é nesse absoluto momento que me vem a certeza daquilo que pensei há um ano atrás. Não deu muito certo para nós…

Entrelinhas

- Oi! Tudo bem? (Não! Para falar a verdade, nada bem. Acho que está pior do que possa imaginar. Creio que os meus problemas ultrapassam as barreiras de “tudo bem ou tudo mal”. Andam numa escala na qual eu não posso definir agora. São problemas pessoais, familiares, íntimos, de amor, de tudo um pouco. As páginas e os dias seriam poucos se eu quisesse contar para você o que realmente anda acontecendo. Mas será que você iria querer me ouvir? Será que você teria tempo e disposição para ouvir tanta baboseira alheia? Porque quando se trata de outro, do próximo, do irmão, nunca temos o tempo suficiente. Somos egoístas o tempo inteiro, por força de vontade e não fazemos a mínima questão de mudar ou tentar, ao menos, esconder essa parte monstruosa do ser.) - Tudo bem! E contigo?

Àquele que um dia fui.

Cartas de um baralho descartado. Fotos espalhadas pelo quarto. Tudo parecia uma bagunça. Era a perfeita união do interior com o exterior. A bagunça interior misturava-se com a exterior e atingia um patamar incomum. A vida já tinha sido mais fácil. Erros e erros passando pela sua cabeça. Um filme antigo que não quer acabar. O velho drama de quem erra e não consegue carregar o fardo da culpa. Por onde anda você que não divide comigo essa culpa enorme de ser? Arg! Odeio toda essa sensibilidade à flor da pele que aparece de tempo em tempo. Era mais fácil se ignorasse algumas coisas, mas nunca consegue fazer algo do tipo. Sensível, intolerante, frágil. Anda, anda, anda e não consegue chegar a lugar nenhum. Parece que em todos os lugares os erros são apontados e você se sente acuada. Foge, foge, foge e não consegue fugir realmente. Por onde anda você que não divide comigo esse fardo de ter? Você resolveu fugir e ignorar tudo o que foi feito. Afinal, é bem mais fácil ignorar os erros do que realment…

Silêncio?

Silêncio! Para compreender A beleza imersa Num mar de palavras Vazias. Falácias! Por tantas palavras Pronunciadas Em demasias. Faça-se silêncio. Para compreender As verdades escondidas Entre olhares. Por favor, Silêncio!

Papo Concreto

Entre tantos textos, a velha desculpa.
Aqui.Você.Não.Pisa.Mais
Retirei o tapete
De
Boas
Vindas
Pois sabia que você não vinha.
Minha taça de vinho
Meu batom no seu colarinho.
Com quantos paus se faz uma canoa?
Está tudo numa boa.
Ela é bem vinda.
Cuidei da minha vida
Pois sabia que você não vinha.
Estou bem, enfim.
Ao Deus
Teu Deus
Meu Deus
Adeus!

Sobre Sentir

Enterrar os pés na areia era tudo o que ela precisava naquele momento. Seus pés precisavam descansar, pois tinha feito uma caminhada exaustiva até ali. E quando falo ali é num determinado lugar que não precisa ser nomeado, apenas sentido. Estendeu a sua canga e ficou relaxando por um momento. Nossa! A paisagem era realmente de tirar o fôlego e desafogar qualquer coisa que tenha ficado para trás. Afinal, não caminhou tanto para chegar ali e desabar. Não. Queria descansar, sentir a terra entre os seus dedos, sentir tudo o que não sentia há tempos. Sentiu. Caminhou um pouco e pôde deixar as ondas baterem entre os seus dedos. Que sensação maravilhosa. Parecia uma criança de quatro anos quando ver o mar pela primeira vez. Excitante! Sentiu vontade de chorar, mas a única água salgada por ali deveria ser a do mar. Continuou caminhando. Quando falo chorar, não é aquele chorar de angústia, dor, sofrimento. É o chorar de felicidade. Felicidade por saber que sua caminhada dura, árdua e longa tinha …

Amado Nelson Gonzaga

Nesse ano de inúmeros centenários, não poderia deixar passar sem falar de pessoas tão maravilhosas e influentes. Jorge Amado, Luiz Gonzaga e Nelson Rodrigues, se vivos, completariam 100 anos. Mas, como dizem, os bons morrem cedo. A morte, nesse caso, fica apenas na matéria do ser, pois se tratando de pessoas tão maravilhosas, posso dizer com toda a certeza de que estas permanecem vivíssimas. O legado deixado por eles vai muito além de vida e morte, a influência vai muito além do estado de ser. Jorge Amado é, literalmente, amado. E como não poderia ser? Enfrentou com sua escrita o preconceito, o “coronelismo” e o pensamento retrógrado que ainda existia (ou existe?) em nossa sociedade. Baiano arretado, nosso Amado tratou de temas polêmicos, lhe dando a devida atenção. Tratou as diversas religiões da Bahia com peculiaridade, sem deixar nada de fora. Nos apresentou os eternos Capitães de Areia, nos fez sentir o cheiro de cravo de Gabriela e aproveitar os últimos minutos de vida com Quinca…

Questão de Tempo

Sentou-se para arrumar a velha gaveta bagunçada. Precisava ajeitar algumas coisas e eliminar outras. Era uma tarefa difícil, pois se tratava mais do que só uma gaveta, era o seu íntimo que estava em jogo naquele momento. Abriu a gaveta. Deparou-se com tanta coisa: fotos, cartas, presentinhos, lembranças. Mexer em uma estante empoeirada naquele momento seria mais lucro para ela, pois afetaria somente a sua rinite. Encontrar tudo isso foi meio que um choque. Deparar-se com coisas assim não é fácil pra ninguém, principalmente quando precisamos eliminá-las. Começou a arrumar. Por vezes ensaiou lágrimas, mas o sorriso tímido tomava conta dos seus lábios e, principalmente, dos seus olhos. Tinha essa pequena manha de sorrir com o olhar. Costumava dizer que os olhos são donos de verdades inenarráveis. Continuou a arrumar. Separou um amontoado de coisas para jogar fora e, junto daquelas coisas, pedaços do seu ser. Separar-se de coisas assim é o mesmo que jogar parte de você fora. Uma parte que, n…

Ao Nada?

Acho que esqueci alguns bilhetes na sua casa. Mas do que isso adianta? Você não os lê mesmo e nunca teve tanta paciência para os meus blá-blá-blás. Mas, mesmo assim, eu gostava de escrever pra você. Cartas, bilhetes, textos, frases e tudo que pudesse fazer algum sentido perto daquela bagunça toda que nos tornamos. Queimar bilhetes e cartas não é legal, então guarde-os. Rasgar as fotos não parece correto, então memorize-as. Tentar apagar as lembranças não parece nada fácil, então deixa o tempo correr. Nada foi fácil e não fizemos questão de torná-las fáceis. Facilitamos sim, algumas coisas, outras simplesmente deixamos para lá. Não existe certo ou errado. O melhor que se tem a fazer é seguir mesmo. No meio daquela minha playlist confusa, algumas músicas me lembram você e todas as palavras pronunciadas. Não procurei meios de ignorar sua presença na minha vida. Acho que o melhor jeito de me acostumar com você foi mantendo você o mais perto possível, para que, assim, eu pudesse entender o …

Esboço de Felicidade

“Felicidade é só questão de ser.”
Começo o texto com essa frase simples da música Felicidade, do cantor paulistano Marcelo Jeneci, que anda me encantando aos poucos, aliás. Mas muito mais que questão de ser, felicidade é questão de ver. Ver tudo o que se mostra a sua frente e todos os motivos, que não são poucos. Felicidade de ser pouco e ser muito, felicidade de ser nada e ser tudo, felicidade de ser e estar vivo. Sem limitações de sorrisos, hoje é dia de ser feliz sem restrições. Contando que hoje é todo dia, de todo mês e todos os anos. Muito mais do que viver, é sentir que estar vivo. Isso sim é o que faz a essência de sermos. Chutar o balde de preocupações, tirar o terno e folgar a gravata das limitações. Esquecer as barreiras e enxergar três léguas a frente do nariz egoísta. Alçar um voo leve, pouco a pouco, se permitir a tudo aquilo que não lhe pertence por falta de coragem. Ser livre. Afastar as coisas velhas, livrar-se de coisas velhas. Esvaziar o guarda-roupa, as gavetas, a ca…

Você

Sentir Teu toque Teus dedos no meu corpo Tuas mãos sobre as minhas Teus braços ao redor de mim Você. Amar Teu sorriso Teus olhares O modo como chegas E me invades E me tomas E me pegas E me torna tua Só tua Você. Amar Sentir Ser Você.

Dois Lados

Se eu fechar essa porta O vento do destino encarrega-se de abrir a janela. Se eu me atrever a fechá-la As mãos que suportam a porta Permitirão que você entre de novo E aconchegue-se junto aos meus braços. Maldito destino E suas duais relações Ou te deixo partir Ou te quero cada vez mais perto de mim.

Lição do Dia: Amor!

Fuçar em velhas caixas é o mesmo que fuçar o baú da memória. Tocamos as memórias vazias e damos cores, formas e lugares a elas, mesmo que sem querer. Revirar tudo isso me faz revirar aqui por dentro, procurando algo que eu não sei bem o que é. Revirando mais um pouco, encontro um velho diário. Páginas rasgadas e poucas escritas. Quando eu era menorzinha, não tinha o hábito de escrever sobre a minha rotina. Achava meio, digamos, estranho. Creio que o dia foi feito para ser vivido, apreciado e degustado da forma como ele é e transcrever isso para um papel era o mesmo que tentar revivê-lo, mas não teria o mesmo gosto, então eu vivia dia-após-dia de uma forma única, sem querer repeti-lo, pois sempre soube que não teria o mesmo gosto. Esperamos sempre coisas novas e tentamos buscá-las ao decorrer dos nossos dias. Tentamos colher, da forma mais delicada possível, as melhores coisas do nosso dia. Por mais que seja cansativo, infernal e um pouco azedo, o dia acaba por nos trazer uma linda liç…

Perde&Ganha

Eu fico tentando das melhores formas possíveis lidar com a sua presença em mim. Sempre que você vai e retorna é com algo novo, sempre melhor, sempre interessante. Sempre me maltratando. Te amasso, te jogo, te quero cada vez mais perto de mim. É como um jogo vicioso e cheio de regras e manias. Não adianta dizer que eu perdi, pois me encontro perdida desde que te vi pela primeira vez. Não consigo reencontrar nada em mim e cada vez que tento é como se jogar de um precipício, totalmente sem fim. Um vício, meu passatempo predileto. Te amassar, te jogar, te querer cada vez mais perto de mim. Meu quebra-cabeça é a nossa foto. Aquele jogo da forca no qual sabemos qual é a palavra, sabemos todas as letras, mas não conseguimos dizer a última letra e a de maior importância. Acabamos por morrer em algo que sabemos completamente tudo e faz todo o sentido. Apenas sentir. Esse jogo vicioso, de múltiplas rodadas e apenas dois jogadores. Dois estúpidos jogadores. Quem irá vencer? Quem será capaz de renu…

Window

Eu sempre tive a mania de observar as coisas ao meu redor. O faro curioso sempre foi uma das minhas características mais forte. Dizem ser o gênio duro, mas ninguém conhece mais de mim do que eu mesma. Gostava muito de chegar à janela do meu apartamento e observar por horas a pracinha, no qual a janela do meu apartamento dava vista. Final de tarde era o meu horário favorito. O pôr do sol e uma sensação de falsa paz era algo que me deixava leve e tranquila por, pelo menos, duas horas. Era algo fascinante. Acho que fica a curiosidade do porquê de eu não descer e aproveitar o final de tarde no parque. É uma coisa que nem eu sei explicar. Creio que ficar de longe e observar as coisas de longe, perceber a sua fragilidade de longe, torna tudo mais fácil de ser compreendido. A dureza do cotidiano e dos lugares rotineiros é algo muito intenso, difícil de ser explicado. Melhor ficar, mais uma vez, de longe. (Desculpem-me pelo uso excessivo da expressão “de longe”). Num desses dias rotineiros e t…

Despertar

Levantar, lavar o rosto e preparar-se para mais um dia talvez fosse a tarefa mais árdua a ser executada por ela. Era só o começo preguiçoso de mais um dia rotineiro em sua vida. Abriu os olhos e percebera que o sol já batia na janela do seu quarto, invadindo a sua retina e iluminando parte do seu rosto. Houve uma breve luta entre a vontade de levantar e o peso nos seus olhos. Levantou-se, enfim. Caminhou por entre os cômodos da casa, procurando encontrar-se. Os ombros um tanto cansados pesavam naquele corpo minúsculo que tentava se equilibrar, as mãos pequenas atingiam os olhos grandes e míopes, mexendo pra lá e pra cá, tentando enxergar coisas além daquela sala pequena e empoeirada. Despertou-se. Foi ao banheiro para lavar seu rosto juvenil. O contato com o espelho não a agradava muito. Era algo muito estranho. Tocar o próprio íntimo requer muito cuidado e atenção. Evitava o contato direto com o espelho, principalmente por ter medo de olhar no fundo dos próprios olhos. Longe de ser u…

Uma Carta Esquecida

Segunda-Feira, 19 de Março de 2012. Àquele que muito significou e aos poucos se desfez.
Não sei o porquê de ainda insistir em te escrever para dizer tudo isso que ainda me sufoca. Eu precisava arranjar uma maneira fácil e que não fosse tão dolorida para desabafar tudo aquilo que vem me matando dia após dia. Essa pode ser mais uma das inúmeras cartas ignoradas, dentro de um misto de sentimentos confusos também ignorados por nós. Acho que o simples fato de termos sido nós um dia assusta bastante. Não podemos enfrentar isso, então fugimos daquilo que um dia fomos. Se é que fomos... Essa minha sede inútil por respostas que eu não sei sequer explicar, essa minha obsessão por tentar entender tudo isso, faz com que eu me perca mais e mais nessa estrada cheia de poeira. O tempo anda tão fechado... Você sempre fez questão de saber o porquê de tudo, mas nunca quis me explicar o porquê de estarmos assim hoje. Quis deixar, daquela sua velha forma, tudo bem claro. Mas deixou tudo tão subentendido, qu…

Nuit

Veja o quão irônica é a vida, meu amor
Te emprestei a minha luz para os teus caminhos iluminar
E agora que me faltas, como posso caminhar?

Houve

Houve aquele momento em que eu não sabia mais o que falar.
Houve aquele momento em que eu não sabia mais o que pensar.
Todas as palavras com tom de sinceridade se esvaíram com o tempo, como o vento que o sopra o teu rosto nessa tarde quente. Passageiro e leve.
Agora o que toma conta de nós são meias palavras e frases intercaladas. Ficou uma coisa meio subjetiva.
Houve um momento em que eu não sabia mais como agir.
Houve, então, o momento de partir.
Sem deixar qualquer tipo de coisa ruim, resolvi afastar algumas coisas que poderiam perturbar lá na frente. Recolhi o que restara e decidi seguir em frente.
O que me restou foi uma doce lembrança. Pensar em você com o maior carinho do mundo e lembrar algumas coisas, as mais bonitas possíveis.
Não dá pra fugir, simplesmente.
Muito menos não encarar.
O que sobrara, então, fora um carinho mútuo e uma breve lembrança de um passado presente de um futuro, quiçá, nós.

Bilhete

Eu fiquei te observando por um tempo de longe.
Nossa, como você me dói!
Eu procurei não incomodar, ficar o mais distante possível. Longe o bastante para te observar, apenas.
Você espalhava seus sorrisos, sua alegria, sua confiança. Era algo tão bonito de se ver, mas dolorido demais para se ter.
Fiquei te observando apenas de longe.
Às vezes quis te emprestar uma mão, por muitas vezes um braço e incontáveis vezes toda a minha pessoa. Mas resolvi ficar apenas de longe.
Te observar já era dolorido o suficiente para te querer cada vez mais perto.
Mas, eu não queria mesmo incomodar e sempre tive dessa de não incomodar mesmo. Não seria diferente, já que era algo meu.
Então, fico apenas de longe observando o quanto você me dói.

I'm Fine

Num desses dias confusos resolvi procurar terapia. Esse lance de deixar o tempo passar não estava mais funcionando comigo e só acumulava lixo no meio da bagunça sentimental na qual me encontrava. Resolvi mesmo procurar um divã e despejar todo aquele lixo no ouvido do psicólogo, psiquiatra ou algum desses médicos que curam solidão.
Desde que meu anjo querubim ou “da guarda” resolveu me abandonar, perdi totalmente o rumo das coisas. Isso mesmo, meus caros, abandonar. Decidiu sair voado, meteu o pé, abandonou as coisas e me abandonou. Mas isso de abandonar não é nenhuma novidade pra mim, acho que ele sabia que eu iria dar conta de mais uma também e resolveu sair. Sem recado, sem mensagem, sem aviso, sem nada. Simplesmente se foi. Não faz falta também, pois já não estava mais dando conta do trabalho dele. Anjo safado!
Fui para a terapia. Eu não sabia como me comportar nessas consultas, pois era a minha primeira vez. O nome do médico era engraçado “Mendes Pinto”. É muito infantil rir de sobr…

Apenas Mais Um

Era mais um dia comum entre aqueles dias cinzas e solitários no qual você me deixou.
Levantei, tomei meu café e decidi fazer algo diferente.
Eu tinha certeza de que seria perdoado.
Te trazer de voltar seria a tarefa mais difícil e o jogo mais perigoso para ser jogado, mas tive que correr o risco e arriscar. Não conseguia prever até onde isso iria me levar. Decidi fazer algo diferente.
Fui até à floricultura. Uma dúzia das tuas rosas favoritas. Vermelhas, certo?! Um bilhete simpático e toda aquela coragem que me rondava. Não sei ao certo que dose tomei, apenas tomei. Estufei o peito e segui. O dia seria longo.
Eu tinha certeza de que seria perdoado.
Segui para a tua casa. Caminhos tortuosos. As poucas vezes que estive por aí não deu para reparar muito no caminho, pois a pressa daquelas breves passagens me deixavam meio confuso. Confuso. É, foi assim que você me deixou.
Subir lentamente as escadas daquele prédio cheio de poeira me deixou meio tonto, mas eu não podia desistir no meio do caminho…

Entre Partir e Voltar, Os Restos.

Fazer a mala é sempre algo muito difícil. Por mais que você tente arrumar tudo direitinho e colocar nos eixos, parece que fica sempre algo fora do lugar. Ênfase no sempre, por favor.
Pedaços de alguma coisa vão ficando para trás. Saudade, talvez. Caindo e quebrando devagar, a saudade espalha uma dorzinha estranha e vazia que acaba por tomar o corpo inteiro. Perturba Perturba Perturba.
Ao partir, você larga algumas coisas. Observa-as de longe e com um olhar totalmente esperançoso. Esperançoso? Sim! Totalmente. Não sei quanto aos demais, mas eu adoro voltar e ver as coisas nos seus devidos lugares. Sem se perder, sem se romper, sem deixar de existir. Mas, por mais que saibamos que sempre sofrerá abalos e nunca mais será do mesmo jeito, continuamos com a velha esperança de voltar e encontrar tudo no seu devido lugar. Ênfase de novo no sempre, por favor. Ouvi certa vez que coisa bonita e verdadeira não se perde. Não pus muita fé, quis viver para crer. É, essa pessoa que falou isso estava to…