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Mostrando postagens de Julho, 2011

Penúltimo

Um convite para uma última dança e um último drink. Risos e voz ao pé do ouvido, você sabe como seduzir.
Não tenho certeza quanto ao que senti naquele momento, mas era algo necessário. Um arrepio, uma palavra e algo único.
São essas sensações de uma noite que a gente não consegue esquecer e passa como um filme sempre que paramos para pensar em coisas extraordinárias.
Já me passou pela cabeça falar-te muitas coisas, chamar-te para muitas outras e convidá-lo para um penúltimo drink. Um último é meio trágico, nada se tem um fim, até que coloquemos um ponto final.
Acho que não tive culpa de não concluir o nosso meio, mas tive culpa de te abandonar nesse meio. Não liga, sou vacilante mesmo.
Mais que isso, sou desequilibrada e apaixonante. Não, não estou querendo inflar o meu ego, mas é o que escuto por aí.
Queria poder te dizer para aguardar uma penúltima dança, uma penúltima risada ao pé do ouvido e, quem sabe...
Mais uma vez, prefiro deixar vago algumas coisas.
Agora fico aqui parafraseando algo…

Reinventar

A eterna love song de nós dois tocou hoje na rádio. Mais do que depressa juntei as tuas cartas, montei um quebra-cabeça do teu retrato todo rasgado e vivi um momento nostálgico, digamos, prazeroso.
Sentir tudo aquilo de novo me remete a momentos maravilhosos, mágicos, difíceis de definir. Não me arrependo de ter vivido ao seu lado nem por um minuto, mas também não desejaria viver novamente.
Não me leve a mal, por favor. É que essa coisa de voltar para algo que já deu o que tinha de dar não me faz bem. Creio que não fará a você também.
Chore, ria, lembre, sinta saudades!
Mas jamais deseje voltar, pois não terá o mesmo gosto.
Sem querer ser um texto de amor piegas, brega, demodê e partindo para as frases clichês da vida, digo para não se arrepender daquilo que fez, viveu e etc. Arrependa-se, apenas, por não ter vivido algumas.
Nossa música está no final neste momento.
Percebo, agora, que tudo foi mágico.

Fato

Eu nunca afirmei ser santa e essa coisa perturbante de perfeição passa bem longe de mim.
Desde o início deixei bem claro que faria esforço, mas não prometi ser algo que não poderei ser. Sempre fui sincera, tenho ojeriza à hipocrisia.
Jamais prometi afeto imutável, até porque isso foge das minhas condições humanas. O “Para Sempre” me arrepia a espinha até hoje. Um fardo, uma coisa pesada para uma humana mutável que sou.
Minhas intenções foram claras, meus sentimentos foram puros.
A vida é isso e eu sou assim.
Crua, fria, transparente, humana, mutável.
Não exijo, nem prometo. Não espero e nem crio falsas esperanças.
Ultimamente ando mais de havaianas, pra evitar as rasteiras da vida. Minha cabeça continua focada e o coração, bem, esse isolei no congelador.
Melhor para mim, melhor para o mundo.
Um brinde à vida hipócrita e patética que tenho levado.
Um brinde a você, em especial, por contribuir com isso.
O inverno é realmente nostálgico.

Buraco Negro

Parei no seu quarto com os braços abertos, pronta para lhe aquecer.
Fixei seus olhos. Um oceano de mentiras e loucuras no qual quero me afogar e me perder para tentar me encontrar.
Dancei no seu ritmo, tentei acompanhar os seus passos, mas senti que estava rápido demais. Fiquei apenas a observar, era lindo e digno.
Naquele momento você sentiu que não estava sozinho, pois eu estava ali, esperando você para irmos para um lugar além de nós mesmos.
Eu sempre fui sua maior desculpa, seu maior medo de errar. Mas isso não impedia nossos erros mútuos.
Na mesma velocidade que você procura uma saída de nós, eu procuro uma resposta para nós.
Eu sei disso. Aliás, nós sabemos.
Tentar esquecer, tentar fugir, é o mesmo que confrontar, só que de forma diferente e misteriosa, quase submissa.
Submissa é a nossa situação. Estamos submissos um ao outro, estamos submissos a todo esse ar que nos cerca. Escravos de nós mesmos, nós não sabemos mais para onde correr.
A vida nos deu todas as escolhas possíveis, mas par…

Envolva-me

Sentei-me na varanda e abri meu livro favorito. Estava precisando me distrair de você, buscar uma nova inspiração para minha vida, mas cada palavra dele me rematava para você.
Busquei outra forma de me distrair de você. Fui ouvir músicas, pensar em outras coisas. Nada!
Só você.
O tempo todo, a todo instante, em meu pensamento.
Penso: Como fui deixar isso acontecer?
Jurei-me forte, pensei que tinha parado com essa ânsia infantil de apaixonar-me todos os dias por um sorriso fácil, mas parece que me enganei.
Pobre de mim!
Parece que isso nunca acaba. Uma teia, um círculo vicioso, uma areia movediça. Me meti em encrenca mais uma vez, me meti num beco sem saída ou qualquer coisa que isso pareça e não consigo livrar-me disso.
Pobre de mim!
Não sei mais o que fazer, não mais nem se quero fazê-lo. Apenas espero.
Não farei mais promessas, não farei mais orações, não tentarei mais desvendar suas deixas. Mas, permanecerei aqui. Infelizmente, permanecerei aqui estática para você.
Aguardando uma deixa para u…