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Como Ela Mesma

Elis Regina no último volume, pois ela sabia das dores da alma. Alheia.
Não sabia mais o que era o quê, ou quem era quem, mas não queria voltar. Mas também não queria ir adiante. Ficava estática, parada, esperando algo que talvez nunca chegue, nunca vá e nunca volte.
Mãos no coração, apertos e soluços. A alma dói, dói, dói, porque está calejada. A vida pesa porque está fatigada. A cabeça atormenta neste momento porque está confusa.
Nunca foi fácil, mas também jamais foi tão difícil como está sendo agora.
Todas as coisas aprendidas, todas as vividas, estão esvaindo-se nesse momento. Sentimentos também.
Não sabe o quê e não sabe por quê, não quer saber os motivos e nem procura saber das respostas.
Está ali, parada e estática, com medo de passar adiante ou olhar para trás. Por isso, não vive o agora.
Reflexão: minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos... Sozinhos.
O sinal está fechado apenas para ela, baby.
Vá em frente e siga feliz.
Ela acredita que o vento trará com ele o cheiro de algo novo e bom.
Ele sempre traz.

Comentários

  1. adoro elis, mas devo discordar: nunca seremos os mesmos e a inquietação e confirmidade são os primeiros passos para a mudança.


    =)

    bjsmeus

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  2. Muito bom texto,Elis foi a maior cantora brasileira,pena que se foi e nós não somos mais os mesmos, parece que estamos cheios de amarras...
    Beijos.Feliz domingo dos namorados! Mery

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