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Mostrando postagens de Junho, 2011

O Amor Está de Férias

Hoje estive assistindo "O Amor não Tira Férias". Lindo esse filme, sou apaixonada por ele.
A história me envolve de uma tal forma, que chego a acreditar que estou vivendo-a. Gosto de me enganar, sabe. Meio estranho isso.
Bem que eu queria procurar no Google "férias tranquilas", dá de cara com um chalé na Inglaterra e ir viver um Natal solitário, sem ninguém por perto para encher minha cabeça. Só eu e uma garrafa de vinho. Seria mais do que genial.
Bem que eu queria dá de cara com um Jude Law da vida batendo na minha porta na madrugada fria da Inglaterra, pedindo abrigo e viver algo intenso com ele para nunca mais ser esquecido. Ah, como eu queria.
Bem que eu queria ir para Los Angeles e ficar perto de algo verdadeiro. De uma pessoa que já viveu tanto, que ensinar é uma dádiva para ele. Conhecer um Jack Black da vida, mergulhar nos seus solos de piano e sentir aquele vento no rosto ao encontrá-lo novamente. Afinal, tudo pode acontecer, não é?!
Queria poder chorar, sentir…

Ser Traduzível

Foi por acaso que encontrei essa mulher. Cruzando com ela na escada, percebi o seu tipo de “mulher desequilibrada” apenas com um olhar.
Ela era desequilibrada em tudo. Ou era muito razão, ou muito coração. Nunca um meio termo.
Profunda, romântica, daquelas que vivem um amor intenso. Sensual, provocante, daquelas que te usam, te pegam e não deixa que você a esqueça nunca.
Seu ar tem um quê de mistério indecifrável, um decifra-me ou devoro-te constante.
Olhar para ela foi o mesmo que me encontrar no meio daquela confusão urbana. Muito barulho, e um minuto de silêncio surgiu ao nos cruzar com os olhares.
Tão transparente e tão atingível.
Mostrava para quem quisesse ver suas dores e seus questionamentos. Muitos, demais. Sobre o mundo, sobre a vida e, principalmente, sobre o amor.
Foi uma coisa tão rápida para tanta coisa percebida, que nem sei como explicar.
Na minha memória ficou apenas o teu olhar e o que ele quis me dizer.
Gostaria de tentar decifrar-te, mas sei que você pode me surpreender.
Com…

Renova-me

Não sei o que me agrada nesse momento. Para falar a verdade, não sei o que sinto nesse momento.
Essa mescla de sentimentos dentro de mim leva-me a não sentir nada além de nada, e de muita indiferença para com os sentimentos alheios.
Não que eu não ache bonito amar ou ser fiel a uma amizade, acho lindo e um gesto muito nobre. Mas é que às vezes cansa demais.
Ai, baby, difícil dizer o que se passa em mim, na verdade.
Eu não sei, eu não sei mesmo. Juro que estou tentando me entender, te entender, nos entender para tirar alguma conclusão dessa história toda. Mas, confesso, está difícil.
Não são faltas de tentativas, muito menos de esforço.
Ponho nossa música, danço conforme o tempo e o vento.
Não sinto nada.
A verdade é que estou tão cansada, baby. Cansada de tudo e de todos.
Au revoir, vou para Paris. Redescobrir-me.
No amor, nas ilusões, na vida.
Eu sei que tenho fé dentro de mim e em mim. Só não sei como usá-la. Ou não quero usá-la.
Vida, louca vida. Vida breve e leve.
Vida, louca vida. Vida imensa…

Restos

Da nossa melodia, só os acordes.
Do nosso inteiro, só as partes.
Do nosso abraço, só a saudade.
Do nosso amor, só uma metade.

Calejada, sofrida, dolorida

Internamente e externamente, calo-me.
Não há nada o que ser dito
Deixemos o silêncio falar, então.

Como Ela Mesma

Elis Regina no último volume, pois ela sabia das dores da alma. Alheia.
Não sabia mais o que era o quê, ou quem era quem, mas não queria voltar. Mas também não queria ir adiante. Ficava estática, parada, esperando algo que talvez nunca chegue, nunca vá e nunca volte.
Mãos no coração, apertos e soluços. A alma dói, dói, dói, porque está calejada. A vida pesa porque está fatigada. A cabeça atormenta neste momento porque está confusa.
Nunca foi fácil, mas também jamais foi tão difícil como está sendo agora.
Todas as coisas aprendidas, todas as vividas, estão esvaindo-se nesse momento. Sentimentos também.
Não sabe o quê e não sabe por quê, não quer saber os motivos e nem procura saber das respostas.
Está ali, parada e estática, com medo de passar adiante ou olhar para trás. Por isso, não vive o agora.
Reflexão: minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos... Sozinhos.
O sinal está fechado apenas para ela, baby.
Vá em frente e siga feliz.
Ela a…

Elipse do "Eu"

Aqueles solos de guitarra a excitavam.
Nada melhor, nada mais intenso, do que isso para lhe dá sede de não sei o quê.
Um batom vermelho manchado e as unhas pintadas pela metade com vermelho: nada mais punk e rock n’ roll.
Só seus pensamentos, que atordoavam e incomodavam as pessoas alheias.
Eu gostava disso nela. Ela era intensa e provocante. Daquelas que não ligavam pras opiniões alheias e falava tudo o que tinha de falar.
Ê, mulher.
Tu és aquela que atordoa meus sonhos picantes todas as noites.
Tu és aquela que me vem à noite e sussurra meias palavras e me tira o fôlego.
Tu és, simplesmente, aquela que sonho ter todos os dias.
Mas, tu és assim
Livre, leve e solta como um solo de guitarra desafinado e uma orquestra sem maestro.
Você, mulher, é assim
Uma prece não feita, uma dívida não paga
Você, mulher, é apenas fruto de um devaneio tolo que me perturba todas as noites e em nada me acrescenta.
Você, mulher, é aquela na qual me escondo para não aparecer. Meu eu em forma de elipse, meu demônio mais …