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Ponto.

Esse lance de amar por amar, amar por hoje, por ontem, por nunca mais, nunca me satisfez. Aliás, nunca estou satisfeita.
Minha fome é grande, tenho fome de tudo e de todos. Gosto de conhecer as pessoas, descobrir as suas particularidades e não sabê-las. Saber por saber também é muito fácil. Não gosto de nada fácil.
Hoje o mundo me assusta de uma forma tão imensa. Hoje sou um bicho encolhido, preso e enganado.
As pessoas, não sei. Elas mudaram. Elas não têm visão de nada mais além do agora. De que vale a pena viver e saber que não está vivendo? Qual responsabilidade carregamos? Nenhuma? De que isso vale?
De nada.
Qual o sentido que a vida apresenta hoje em dia?
Busca-se um sentido. Busca-se um amor difícil, árduo, que machuque.
Machuque de forma cruel, esmagadora, difícil. Machuque de uma forma que você o machuque também, como um espelho.
Busca-se um motivo para ser feliz.
Um sorriso fácil, um abraço fácil, uma felicidade difícil.
Dura e tonta realidade.
Deixe-me, deixe-me aqui.
Quero morrer só e lentamente na real certeza que tentei ser feliz da forma mais difícil possível e verdadeira, do que na real certeza que foi tudo muito fácil e tudo muito falso.
O mundo, de verdade, me assusta e muito.
Uma bagunça só.
Uma bagunça, só.
Uma bagunça. Só.

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