Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2011

Palavras: avesso da solidão

Agora eu sou metade.
Metade silêncio, metade palavras.
Quando quero me despir, mostrar minha alma como num espelho, venho aqui.
Desabafo escrevendo. Pois, acredito que não há ouvinte melhor do que este aqui.
Meu diário aberto, minha alma transparente.
Palavras, palavras, apenas.
Ah, como me atingem, como me doem tuas palavras em silêncio, teu olhar doce com palavras escondidas e esquecidas.
Por que me atingem tanto tuas palavras em silêncios?
Deve ser porquê sou toda amor.
Toda amor, toda silêncio. Toda palavras.
Palavras nuas, palavras cruas.
Apenas a verdade.
Acho que por ser tão transparente, fica fácil saber onde fica meu ponto fraco e pá, quando você menos espera, baby, já atingiram-me.
Desmorono agora, sozinha.
Pois, você sabe, palavras: avesso da solidão.

"Eu"

Existe um buraco aqui, sabe?
Entraram, me roubaram e não me avisaram nada.
Levaram meus sentimentos, meu amor, minhas lágrimas.
Fiquei seca.
Existe um vazio aqui, sabe?
Estou preferindo neste momento o silêncio à palavra. Só isso.
Quero ficar quieta, calada, centrada.
Buscar minhas respostas num lugar bem distante daqui.
Far, far away, baby.
É que não te avisei de início, mas eu sou uma incógnita constante.
Machuco demais por isso, machuco de uma forma instantânea quando tentam me invadir por completo, sei lá, me sinto despida.
É que me fecho, sabe baby, entre uma aspa e outra, volta e meia.
E fica ali, só "eu" e "eu" mesma.
Por favor, me deixa aqui por enquanto.
Comigo e comigo mesma.

Somos Assim

Somos assim
Amor de loucos, amor de poucos
Doce, eterno, imaturo, mágico.
Somos assim
Amados, amantes
Não se esconda, não se prenda
Pegue minha mão, me leve para passear, me leve para namorar
Para me amar
Amar-nos
Escondidos, encolhidos, fundidos
Num só.

Eu Que Não Tive Você

Olho sua taça de vinho quase todos os dias, pois a deixei intacta em cima daquela mesa. Talvez seja um modo de reviver aquela noite... Louca, intensa, cheia de paixão, fogo e desejo. Passageira.
Como fui deixar me envolver você? Por suas falsas e decoradas palavras, seu sorriso fácil e sua pele macia?
Fui fraca, eu sei.
Deixo tudo ali do mesmo jeito, deixo tudo bagunçado. Dentro e fora de mim, sua ausência pertuba e me enfraquece a cada dia.
É que você, por mais que viesse por outros motivos, me ouvia.
Ouvia meus choros, meus risos, minha besteiras e abraçava minha loucura.
Estou sendo fraca de novo, eu sei.
Não me culpo, não me rendo, não me arrependo.
De um certo modo aprendi, mas não é a primeira vez que isso me acontece. Não é a última que irá acontecer com você.
Sejamos francos, sejamos hipócritas: sabemos que ficou algo de ambos, em cada um.
Foi recíproco e você sabe.
Mas preferimos esconder, preferimos fingir que nada aconteceu e que não cruzamos os caminhos, os destinos.
Que o futuro se t…

O Tempo.

Vamos ser realistas, o que estamos querendo esconder?
O que queremos tapar com curativos expostos?
Feridas, dores reais, amor sem cura.
Eu queria poder não me sentir assim, mas é inevitável.
Não é sua culpa, eu acho.
Penso muitas vezes e me culpo seriamente por isso.
Minha frieza, minha distância e, principalmente, minha indiferença.
Eu te amo, nunca escondi isso.
Só necessito de um tempo sozinha, um tempo pra pensar e colocar as ideias no lugar.
Saiba que seu travesseiro continuará intacto, sua xícara não mudará de lugar e suas roupas, como os seus braços, estarão entrelaçados em mim.
Como as nossas almas e os nossos corações: dois como um.
Não se afaste.
Afaste-se.
Estou exposta, preciso de uma máscara.
Está frio. Estou fria.
Preciso de um café, a minha cura.

Ponto.

Esse lance de amar por amar, amar por hoje, por ontem, por nunca mais, nunca me satisfez. Aliás, nunca estou satisfeita.
Minha fome é grande, tenho fome de tudo e de todos. Gosto de conhecer as pessoas, descobrir as suas particularidades e não sabê-las. Saber por saber também é muito fácil. Não gosto de nada fácil.
Hoje o mundo me assusta de uma forma tão imensa. Hoje sou um bicho encolhido, preso e enganado.
As pessoas, não sei. Elas mudaram. Elas não têm visão de nada mais além do agora. De que vale a pena viver e saber que não está vivendo? Qual responsabilidade carregamos? Nenhuma? De que isso vale?
De nada.
Qual o sentido que a vida apresenta hoje em dia?
Busca-se um sentido. Busca-se um amor difícil, árduo, que machuque.
Machuque de forma cruel, esmagadora, difícil. Machuque de uma forma que você o machuque também, como um espelho.
Busca-se um motivo para ser feliz.
Um sorriso fácil, um abraço fácil, uma felicidade difícil.
Dura e tonta realidade.
Deixe-me, deixe-me aqui.
Quero morrer só e …

Crescer

Acordei diferente hoje.
Tinha algo muito estranho movimentando-se dentro de mim.
Uma sensação estranha, saudável, que está me fazendo crescer.
Estou crescendo bastante ultimamente.
Não deixo mais coisas pequenas me abalarem. Coisas medíocres, podres, pequenas e pobres, acabavam comigo. Me detonava lentamente diluir todas as situações, as palavras, os fracassos e as pessoas que não me faziam bem.
Quando acontece algo assim hoje, eu deixo para trás.
Cansei, cansei.
Cansei de chorar, de me cobrar, de me importar com essas coisas que só acabavam comigo.
Estou melhor agora. Em um ápice.
Amada, feliz, completa.
Não preciso de coisas pequenas a me consumir mal e lentamente.
Existe um Mundo lindo e grande de coisas lá fora, e eu me perdendo em coisas pequenas e bestas dentro de mim.
É, acho que estou crescendo.
Crescendo calma e lentamente.
Estou bem, muito bem por sinal. Como nunca estive antes.