Pular para o conteúdo principal

O Objetivo de Flor

Ao acordar naquela manhã tão bela, Flor olhou-se no espelho e espiou por dentro de sua casa pra ver se não tinha ninguém por ali. Seus pais já tinham ido trabalhar na roça, e Flor decidiu então cumprir o seu objetivo.
Ao deitar-se, naquela noite, Flor havia jurado pra si mesma que não passaria mais um dia sequer naquela vidinha pequena e restrita da cidadezinha e jurou que iria cumprir seu objetivo e realizar todos os seus sonhos. E ela se foi. Arrumou todas as coisas numa pequena mala, deixou um recado pra seus pais e saiu. Com alguns trocados na bolsa, Flor pegou um ônibus pro Rio de Janeiro e foi encontrar-se com o mar, foi atrás de realizar seus sonhos.
Ao chegar ao Rio, desce maravilhada do ônibus, finalmente atravessou, desbravou e descobriu o que tinha atrás daquela montanha grande que enfeitava seu quintal. Foi caminhando, caminhando, com um gingando doce e suave, encantando aos velhos cariocas malandros que não resistiam a um balançar tão leve como aquele. Mexiam, assoviavam, assim como na cidadezinha. Pediu informações, queria chegar logo na praia e sentir a areia nos seus pezinhos delicados, alguns viravam a cara, outros tentavam abusar de sua ingenuidade e outros indicavam o melhor caminho para Flor. E ela seguiu adiante. Chegou à praia e viu que coisa mais bela que era aquilo, sentiu a areia em seus pés, o vento no seu rosto e o gelado daquela água batendo de leve entre seus dedos. Flor, como sempre, ficou maravilhada. Feliz, contente, por ter iniciado seu objetivo.
Se eu pudesse aconselhá-la, diria: Nem todos os sonhos são doces como o seu sorriso, Linda Flor.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Rubi

Se preparava para sair. Era mais uma noite. Mais uma de tantas, mais uma de muitas. Gal Costa em um volume agradável, dizia: “Sou dessas mulheres que só dizem sim”. E talvez ela fosse dessas mulheres que só dizem sim. Um preparo, uma taça de vinho, aquela noite era dela. Apesar de ser uma pessoa diurna, sentia que algumas noites reservavam coisas especiais destinadas para ela. E ela seguia... Ritual de sempre: cabelo, roupa, maquiagem. E o velho companheiro lá, espreitando tudo e esperando para o gran finale. Sabia que sua hora chegaria, sabia que sua hora preciosa de estar naquelas mãos pequenas chegaria e ele aguardava suavemente. Joga o cabelo para cá, amassa de lá. Volume importa! Roupa 1, não Roupa 2, nem pensar Roupa 3, ok. Talvez. Não sabe. Deixa em aberto essa questão. Parte para a maquiagem. Processo chato, processo demorado. Gostava da própria pele, gostava do jeito que a sua pele tinha histórias para contar. Cada sorriso, cada olhar de surpresa, de susto, de alegria, cada ‘cada’ de se…

depois

Das coisas que não devem ficar para depois:
silêncios;
abraços;
palavras;
soluços;
sorrisos;
amor,
amor,
amor.

Eternidade é momento.