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(Des)Encontro com Flor


Passou-se aquela semana, e depois daquela noite de um belo luar, o tempo fechou. Não tinha mais alegria de dia, não tinha mais alegria a noite. Flor roubou a luz do luar, do sol e das estrelas. Roubou minha alegria, sua alegria e sumiu por esse mundão de Deus.

Queria poder encontrá-la, recuperá-la e acolher toda a sua dor. Isso é, se ela sofre neste momento.

Andei por aquelas ruas, becos e avenidas e por um (des)encontro do destino, lá estava minha bela Flor, enfeitando com sua beleza fétidos becos imundos que tinham uma malícia sexual rodando. Queria poder ver seu sorriso, só mais uma vez e poder saber que ela está feliz. Ela não estava.

Flor não era mais a mesma. A mesma escuridão que rondava as noites cariocas naqueles dias, dominava a alma colorida e alegre de Flor. Um peito pesado de angústia e sofrimento, um olhar desiludido e um sorriso malicioso naquela boca vermelha completavam as cenas de horror daquele cenário desconhecido nos sonhos de Flor.

É, não podia fazer mais nada, não queria dizer mais nada. Eu sei que, em todas as vezes que pude gritar, berrar e aconselhar minha linda Flor, deixei escorrer pelas minhas mãos. Agora, sofro e choro ao vê-la naquela situação. Não, não posso fazer mais nada.

E por tudo isso, ela passa seu batom e segue naquele calçadão ilustrado por figuras da noite e eu sigo do lado oposto nos caminhos da vida, que nos propiciam encontros e desencontros marcantes e inesquecíveis. Lembrarei-me por toda a vida daquela linda Flor de sorriso doce e olhar marcante.

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