Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Learn to Fly

Uma Página Qualquer

(Suspiro profundo)
Ela precisava de um tempo sozinha.
Ela era sozinha.
Mas ela queria refletir, pensar, refinar todos aqueles sentimentos confusos dentro dela.
Ela era confusa.
Ao fundo da sua casa tinha um lago, de águas rasas, gélidas e transparentes, na qual a sua imagem refletia-se como um espelho. Parecia ter milhões de almas, milhões de seres dentro dela.
E ela só queria afastá-los.
Sabe o que ela precisa agora?
De pessoas verdadeiras ao lado dela, só isso.
Ser feliz.
Já chega de tanta...
(Suspiro profundo)

Big Bosta Brasil

Vagando pelos sites da vida logo pela manhã, deparo-me com uma notícia: BBB 11 tem 20% a mais de lucro do que última edição, ou algo do tipo assim. Pudera, pois essa edição número 11 do Big Brother Brasil ultrapassa todos os limites de apelação possível. Apelação sentimental e a pior, apelação sexual.
Eu gostaria de saber o quê as pessoas veem nesse programa de tão bom que prende a atenção delas? Sinceramente, não vejo nada. Fofoca, intrigas, baixaria, apelação e falta de conteúdo cultural são os principais elementos do Big Brother Brasil 11.
Não sei o quê e nem pra quê a TV Globo investe em programas de tão baixo nível cultural, sendo que o que alimenta a alma e o espiríto são valores éticos e morais que devem ser passados a cada dia como uma lição e tais estão sendo vergonhosamente deixados de lado para que o apelo sexual domine. Não sei se cabe perfeitamente aqui, mas vale dizer aquelas palavras velhas e de bom uso: "É por isso que o País não vai pra frente."
Temos tantas pe…

Uma Necessária Auto-Defesa

Não sei, não sei. Mas creio que metade de mim é só racor. Não sou uma pessoa que esquece fácil, ou melhor, quase nunca esqueço, porém vou levando. Levantei pedras e arrastei milhões de barreiras para o lado para tentar, ao menos, ser feliz. E estou conseguindo.
Dessa metade não tenho muito orgulho, mas como todo e qualquer ser humano falho, tenho duas caras. A maioria das pessoas que se aproximam de mim conhecem um lado rude, grosseiro, seco e muitas vezes fechado que não se abre pra qualquer um. Ai de você se tentar. Nunca tive e não sei como é essa necessidade absurda de querer agradar pessoas alheias. Ora, se querem minha admiração, elas que me agradem, certo?!
Qualquer tipo de intimidade que pessoas falsas ou hipócritas tentem comigo, eu já as corto. Fico espinhosa, não sei explicar. É um tipo de auto-defesa, sabe, um certo modo para que essas pessoas não invadam esse espaço que chamo de privacidade. Como uma planta venenosa, bonita por fora e perigosa por dentro.
Por outro lado, exi…

(Des)Encontro com Flor

Passou-se aquela semana, e depois daquela noite de um belo luar, o tempo fechou. Não tinha mais alegria de dia, não tinha mais alegria a noite. Flor roubou a luz do luar, do sol e das estrelas. Roubou minha alegria, sua alegria e sumiu por esse mundão de Deus.
Queria poder encontrá-la, recuperá-la e acolher toda a sua dor. Isso é, se ela sofre neste momento.
Andei por aquelas ruas, becos e avenidas e por um (des)encontro do destino, lá estava minha bela Flor, enfeitando com sua beleza fétidos becos imundos que tinham uma malícia sexual rodando. Queria poder ver seu sorriso, só mais uma vez e poder saber que ela está feliz. Ela não estava.
Flor não era mais a mesma. A mesma escuridão que rondava as noites cariocas naqueles dias, dominava a alma colorida e alegre de Flor. Um peito pesado de angústia e sofrimento, um olhar desiludido e um sorriso malicioso naquela boca vermelha completavam as cenas de horror daquele cenário desconhecido nos sonhos de Flor.
É, não podia fazer mais nada, não q…

As Descobertas de Flor

Anoitecera na Cidade Maravilhosa, a Lua como se fosse o par perfeito Pão de Açúcar faziam a paisagem perfeita para aquela linda noite da noite Carioca. Os ventos balançavam o cabelo da linda Flor, que seguia mais do que firme e mais do que forte no seu louco e entusiasmado objetivo.
Caminhava na calçada de Copacabana como se fosse uma passarela ao luar, iluminada pela luz das estrelas que brilhavam como se fossem os olhos dos homens que a observavam. Caminhou, maravilhada por todo aquele calçadão, quando de repente ouviu um psiu misterioso e com um ar de malícia, que a ingênua Flor não percebeu e parou. Logo o malandro puxou uma conversa:

- De onde vens, pra onde vai, bonita moça?
- Não tenho destino, meu caminho é qualquer um.
- Tens, pelo menos, onde passar a noite?
- Passarei a observar essa lua bonita toda.
- Deixei-me, ao menos, lhe servir uma cama quente para descansar.
- (...)

E Flor foi-se! Mal sabia o que lhe esperava.
Se eu pudesse gritar alguma coisa pra Flor, neste momento, diria: …

O Objetivo de Flor

Ao acordar naquela manhã tão bela, Flor olhou-se no espelho e espiou por dentro de sua casa pra ver se não tinha ninguém por ali. Seus pais já tinham ido trabalhar na roça, e Flor decidiu então cumprir o seu objetivo.
Ao deitar-se, naquela noite, Flor havia jurado pra si mesma que não passaria mais um dia sequer naquela vidinha pequena e restrita da cidadezinha e jurou que iria cumprir seu objetivo e realizar todos os seus sonhos. E ela se foi. Arrumou todas as coisas numa pequena mala, deixou um recado pra seus pais e saiu. Com alguns trocados na bolsa, Flor pegou um ônibus pro Rio de Janeiro e foi encontrar-se com o mar, foi atrás de realizar seus sonhos.
Ao chegar ao Rio, desce maravilhada do ônibus, finalmente atravessou, desbravou e descobriu o que tinha atrás daquela montanha grande que enfeitava seu quintal. Foi caminhando, caminhando, com um gingando doce e suave, encantando aos velhos cariocas malandros que não resistiam a um balançar tão leve como aquele. Mexiam, assoviavam, a…

A Invejável Flor

Bonita, dengosa, com um gingado pra-lá-de-espetacular. Eram todos os elogios e adjetivos aplicados àquela linda Flor. Linda mesmo, de dá inveja a qualquer mulher invejável ou invejosa da cidade, e eram tantas e muitas. Bonitas e feias, velhas e novas, todas com inveja da invejável Flor.
Não era de se espantar tanta beleza. Menina bonita do sorriso cativante e olhos grandes e ingênuos, corpo malicioso e mente curiosa. Menina de muitas, milhares, enormes fantasias e tantos sonhos. Com o seu passar pra lá e pra cá e seu cabelo ao vento, ninguém suspeitava das inúmeras coisas e lugares que Flor sonhava conhecer.
Cresceu em uma cidade pequenina como a palma da sua mão, que restringia todos os seus sonhos. Da janela do seu quarto, Flor sonhava com o que haveria de ter além da montanha que, como um quadro, enfeitava o fundo do seu quintal. Deitada e sonhando, Flor imaginava-se naqueles lugares bonitos de novela, como a Praia de Ipanema, e que Vinícius me perdoe, mas ela poderia ser a próxima G…

Sem título, sem palavras.

Como definir a sensação? Sei lá, sei lá.
Dizia Toquinho, a vida tem sempre razão.
Destino, vida, paciência!
Ah! muita paciência nessa vida.
Esperar, esperar, esperar.
Bons frutos iremos de colher.
E o meu, pelo menos um da minha árvore de muitos, eu já colhi.
Esperança. Palavra forte de significado rico, pronúncia fácil e crença difícil. Último que morre, muitos dizem. Porém, no coração de muitos por aí, ela já apagou-se.
Não desistas, flor.
O que é seu está guardado, e com certeza irá brotar.
Possa ser que não hoje, mas o amanhã virá.
"Quem acredita, sempre alcança."
(Renato Russo)