Pular para o conteúdo principal

Um momento insano...

Não sei como começar esse texto. Vou deixar as palavras fluírem como num rio e tomarem a direção que elas desejarem.
Não sei se posso dizer que o Mundo hoje me agrada pois, por muitas vezes, senti um cansaço tão grande e um peso enorme nas minhas costas. Não me agrada em nada a falsidade estampada nos rostos alheios, junto com a inveja e a mentira.
Por muitas e muitas vezes me senti cansada de ter que fingir e fugir. Mas continuo a fingir e a fugir. Esse texto é um fingimento puro e uma fuga da realidade.
Não sei porquê o escrevo. Mas ele merece ser escrito.
Todas as palavras do Mundo devem ser escritas, ditas, gritadas, engasgadas.
Principalmente engasgadas.
Isso é pura nostalgia.
Basta!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Rubi

Se preparava para sair. Era mais uma noite. Mais uma de tantas, mais uma de muitas. Gal Costa em um volume agradável, dizia: “Sou dessas mulheres que só dizem sim”. E talvez ela fosse dessas mulheres que só dizem sim. Um preparo, uma taça de vinho, aquela noite era dela. Apesar de ser uma pessoa diurna, sentia que algumas noites reservavam coisas especiais destinadas para ela. E ela seguia... Ritual de sempre: cabelo, roupa, maquiagem. E o velho companheiro lá, espreitando tudo e esperando para o gran finale. Sabia que sua hora chegaria, sabia que sua hora preciosa de estar naquelas mãos pequenas chegaria e ele aguardava suavemente. Joga o cabelo para cá, amassa de lá. Volume importa! Roupa 1, não Roupa 2, nem pensar Roupa 3, ok. Talvez. Não sabe. Deixa em aberto essa questão. Parte para a maquiagem. Processo chato, processo demorado. Gostava da própria pele, gostava do jeito que a sua pele tinha histórias para contar. Cada sorriso, cada olhar de surpresa, de susto, de alegria, cada ‘cada’ de se…

depois

Das coisas que não devem ficar para depois:
silêncios;
abraços;
palavras;
soluços;
sorrisos;
amor,
amor,
amor.

Eternidade é momento.