Pular para o conteúdo principal

(Não) Procura-se Respostas


Se pudesse resumir sua vida em uma palavra, diria sempre "FRÁGIL". E não saberia ou não teria como explicar, nunca foi muito de buscar explicações mesmo.

Gostava muito de se aventurar, mergulhar no desconhecido. Uma proeza. Aventureira e cheia de vida, entrava de cabeça e não importava se era raso ou fundo, se poderia ou não se machucar, sempre dizia pra si mesma que essa vida é feita para se aprender e se viver. Ah, e como a vivia.

Não podia reclamar de vivências, pois ela era muito viva. E isso estava escrito nas linhas e expressões de seu rosto. E como foram escritas essas linhas? Choro? Risos? Vai saber.

Não era muito de explicações, mas sim de ações. Conhecida como incógnita, por onde passava deixava dúvidas e lembranças, e deixava também saudades. Dizia sentir saudades também, mas preferia seguir em frente, pensavar ser melhor. Não gostava de viver de ilusões. A vida era um tanto grande demais para ocupar espaços com coisas tão pequenas e sem retorno. Tinha um pensamento exato quanto a isso, e não tinha intenção nenhuma de mudá-lo. Nunca mudava.

Chorava como uma criança ao perder um doce, era sensível demais. Muitas vezes por coisas sem relevâncias, outras vezes ao chorar, vinha aquela vontade imensa de morrer ou correr, mas lembrava da vida que tinha e do tempo curto que não podia desperdiçar. E caia na gargalhada. Misto de emoções. Ah, ela era um paradoxo.

Ninguém jamais conseguira compreende-la. Ela era difícil em todos os termos. Difícil de alcançar, difícil de amar, difícil de entender, difícil de conquistar, difícil de esquecer. E ao mesmo tempo era fácil. Fácil como um riso. Fácil de lembrar, fácil de amar, fácil de sorrir. Meu Deus, que mulher é essa?

Se pudesse se definir no Português diria que era uma antítese ou um paradoxo, algumas vezes uma metáfora ou um pleonasmo daqueles bem vicioso. E na matemática uma conta de números complexos, raiz quadrada de 12, ou uma simples conta de somar, como já dito antes.

Difícil defini-la, difícil entendê-la, difícil encontrá-la. Volta e meia ela aparece nos meus sonhos, me pertuba o ser, me faz suar horrores ao dormir e me diz que a vida é feita pra se viver e que a liberdade é o bem mais precioso do ser humano. Ela vivera a vida tão intensamente, e me disse que a vida é grande, porém muito frágil. E que é preciso vivê-la em cada vão momento.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

depois

Das coisas que não devem ficar para depois:
silêncios;
abraços;
palavras;
soluços;
sorrisos;
amor,
amor,
amor.

Eternidade é momento.

Rubi

Se preparava para sair. Era mais uma noite. Mais uma de tantas, mais uma de muitas. Gal Costa em um volume agradável, dizia: “Sou dessas mulheres que só dizem sim”. E talvez ela fosse dessas mulheres que só dizem sim. Um preparo, uma taça de vinho, aquela noite era dela. Apesar de ser uma pessoa diurna, sentia que algumas noites reservavam coisas especiais destinadas para ela. E ela seguia... Ritual de sempre: cabelo, roupa, maquiagem. E o velho companheiro lá, espreitando tudo e esperando para o gran finale. Sabia que sua hora chegaria, sabia que sua hora preciosa de estar naquelas mãos pequenas chegaria e ele aguardava suavemente. Joga o cabelo para cá, amassa de lá. Volume importa! Roupa 1, não Roupa 2, nem pensar Roupa 3, ok. Talvez. Não sabe. Deixa em aberto essa questão. Parte para a maquiagem. Processo chato, processo demorado. Gostava da própria pele, gostava do jeito que a sua pele tinha histórias para contar. Cada sorriso, cada olhar de surpresa, de susto, de alegria, cada ‘cada’ de se…