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Yellow


Estava tudo arrumadinho. Tudo em perfeita ordem, tudo em seu devido lugar. Porém, alguma coisa a pertubava, a tirava do sério, a deixava inquieta.

Queria gritar, sumir, chorar. Mas, não podia fazer isso. Então ficava quieta, calada, visível.

Foi pra varanda. Queria ver a lua, queria ver o quão quieta, calada e visível ela era, e o quão bonita e espetacular ela era. Mas, até a lua resolveu lhe dar as costas aquela noite. O céu estava escuro, fechado e triste, que nem a sua mente.

Querendo fugir de tudo acomodou-se em seu quarto. E já que o céu estava escuro, fechado e triste, imitou o escuro da noite apagando a luz de seu quarto e pôde, então, brilhar milhares de estrelinhas e uma lua. E talvez iluminar seus pensamentos. Mas a luz era muito fraca.

Ficou de pé, tentou tocá-las. Arracou uma e a pegou na mão. E aquela estrela de plástico brilhou em sua mão, e de perto parecia tão mais forte. E era tão linda, tão iluminada, tão falsa.

Mas ela a apertou. E quis senti-la, mesmo sendo falsa, mesmo que aquele brilho durasse 15 segundos.

E agarrada com aquele brilho de plástico, ela ficou feliz. Ela encontrou um "consolo" pra sua solidão. Talvez, alguém que brilhasse pra ela no escuro e a mostrasse que a vida, mesmo sendo superficial, não deixa de ser bela.

Comentários

  1. Ai ai Milla...
    Esse mundo é assim mesmo!!
    Dias Felizes, dias tristes, dias de solidão e dias movimentados, dias de estar com varias pessoas e estar sentindo a falta de uma.
    A gente tem que seguir, e fazer o melhor pra nossa vida. Temos que ser feliz e o resto não é tão importante. Temos que saber amar! E com isso teremos a vida da maneira que queremos!!
    Te amo muito, amiga!!

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