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Ocultos Detalhes

Enquanto estava deitada, olhando pra aquele teto branco que nem a cor de sua pele de seda, reflitia sobre as curvas enganosas de sua vida. Tanto calor naquele dia, e ela se perdia em meio aos pensamentos.
Pensava, pensava, pensava, queria e ao mesmo tempo não queria chegar a uma tal conclusão. Era complicado, pois não se dá pra tirar conclusões agora. Apesar de ela gostar bastante de uma conclusão precipitada, de um certo perigo, achava excitante, sempre dizia isso. Mas naquele momento não dava mesmo, afinal era sua vida e seus aprendizados.
Pensava, pensava, pensava e decidiu levantar. Pegou um cigarro e um copo de whisky. Passou um batom vermelho, colocou uma roupa provocante e juntamente com aquele calor da tarde dançou loucamente na frente do espelho. Queria sentir que era desejável, queria poder sentir que ela possuía um certo quê de sedução. Nada, nenhuma conclusão lhe veio à cabeça. Sentou, e voltou a pensar.
Pensava, pensava, pensava. E, enquanto isso, olhava-se no espelho. Tão atenta aos seus detalhes, tão atenta a tudo aquilo que lhe rodiava. Sentiu algo bom, sentiu uma sensação tão boa.
Ah, quem vai saber se era ou não a tal conclusão que ela procurava fazia horas.
Pensava, pensava, pensava. Mas, permaneceu calada. Acreditava que, permanecer calada crendo, sentindo, é melhor do que falar o que se sente, o que se crer.
Seu ar era mais leve. E isso se sentia de longe, sem precisar olhar-se no espelho.

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