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Mostrando postagens de Setembro, 2010

Yellow

Estava tudo arrumadinho. Tudo em perfeita ordem, tudo em seu devido lugar. Porém, alguma coisa a pertubava, a tirava do sério, a deixava inquieta.
Queria gritar, sumir, chorar. Mas, não podia fazer isso. Então ficava quieta, calada, visível.
Foi pra varanda. Queria ver a lua, queria ver o quão quieta, calada e visível ela era, e o quão bonita e espetacular ela era. Mas, até a lua resolveu lhe dar as costas aquela noite. O céu estava escuro, fechado e triste, que nem a sua mente.
Querendo fugir de tudo acomodou-se em seu quarto. E já que o céu estava escuro, fechado e triste, imitou o escuro da noite apagando a luz de seu quarto e pôde, então, brilhar milhares de estrelinhas e uma lua. E talvez iluminar seus pensamentos. Mas a luz era muito fraca.
Ficou de pé, tentou tocá-las. Arracou uma e a pegou na mão. E aquela estrela de plástico brilhou em sua mão, e de perto parecia tão mais forte. E era tão linda, tão iluminada, tão falsa.
Mas ela a apertou. E quis senti-la, mesmo sendo falsa, mesmo…

Incógnita

A vida é grande, gelada, profunda e cheia de mistérios. E eu sou pequena, morna, rasa e cheia de perguntas sem respostas.

Voando, Vivendo.

Algo estava diferente hoje. Ela estava diferente.
Vai saber o que se passa nessa sua mente vivente de 17 anos de idade recém-conquistados.
Sonhos, muitos sonhos. Todos sabem disso, e o quão nítido isso é.
E ela flutua. Leve como uma pena, cai como em guloseimas em seus (des)prazeres.
Deixem-a. Ela só quer aprender a viver.
Normal, certo?!
Afinal, sua cabeça voa, voa, voa...

Ocultos Detalhes

Enquanto estava deitada, olhando pra aquele teto branco que nem a cor de sua pele de seda, reflitia sobre as curvas enganosas de sua vida. Tanto calor naquele dia, e ela se perdia em meio aos pensamentos. Pensava, pensava, pensava, queria e ao mesmo tempo não queria chegar a uma tal conclusão. Era complicado, pois não se dá pra tirar conclusões agora. Apesar de ela gostar bastante de uma conclusão precipitada, de um certo perigo, achava excitante, sempre dizia isso. Mas naquele momento não dava mesmo, afinal era sua vida e seus aprendizados. Pensava, pensava, pensava e decidiu levantar. Pegou um cigarro e um copo de whisky. Passou um batom vermelho, colocou uma roupa provocante e juntamente com aquele calor da tarde dançou loucamente na frente do espelho. Queria sentir que era desejável, queria poder sentir que ela possuía um certo quê de sedução. Nada, nenhuma conclusão lhe veio à cabeça. Sentou, e voltou a pensar. Pensava, pensava, pensava. E, enquanto isso, olhava-se no espelho. Tão …

A questão é... (Viver)

Andas devagar, observas atentamente, escutas aguçadamente, engoles arduamente. Ergues à cabeça e segue em frente. Por quê e pra quê parar? Não faz sentido. Segues, corres, morres. E num certo momento, ressucitas. Sim, ressucitas.
Embora muito machucada, não perdestes a vontade de viver. É tão imensa e tão bonita e devastadora. Querias ter um bom motivo pra explicar esta vida, né?! Por quê? Pra quê? Não faz sentido, meu bem. E revives. Floresce. Tão bela, tão linda. Foi uma queda ou um aprendizado? Você não sabe ou não quer responder. Por quê? Pra quê? A questão é que estás vivendo, minha querida. Segues, agora. Sem mágoas, com uma vida inteira e imensa. É grande, minha linda. Maior do que teus sonhos, pode acreditar.

Resta Apenas...

Final do ano se aproxima, e normalmente você recorda muitas coisas de seu cotidiano.
Este ano não foi dos piores, mas também não foi dos melhores. Em suas particularidades enormes e características distintas, o ano se passa, como uma velha chuva de verão. Repentina, passageira e extremamente forte. Marcante, podemos dizer assim.
E você tenta se agarrar aos pequenos detalhes, e você tenta resgatar aquelas coisas que, embora tenham sido desnecessárias ou que te magoaram, você quer relembrar pra saber que aprendeu.
É complicado, embora seja uma sensação gostosa.
É complicado porque você sabe que muitas pessoas nas quais você está acostumada, está indo pra longe de você. E prometem, juram não perder o contanto.
Mas, com o passar do tempo restam apenas lembranças.
Lembranças e dois ou três amigos mesmo pra relembrar junto com você, como foi bom todos aqueles anos, como foi dura a aprendizagem e o caminho que ambos seguiram.
E você chora, e você sorri, e você sabe que vale a pena separar, que é go…

Nada mudou.

Rio de Janeiro, xx/xx/xxxx.

Sentei.
Juro que doía tanto quando você me olhava e falava comigo. Não conseguia compreender. Não havia ferida alguma, mas eu sangrava de um jeito jamais visto. Cuida de mim?
Embora eu queira ficar somente comigo mesma.
Compreenda, nada com você, é apenas comigo.
Mas volte, haverá sempre espaço pra você dentro de mim e da minha alma.
Sempre.
Meu amor por você continua o mesmo, do mesmo tamanho e de uma eternidade incrível. E a tendência é aumentar.
Por isso, não se afaste.

PS: Te amo sempre.

Tic Tac...Boom!

Se a Terra é redonda ela gira, certo? E por quê sinto que as horas não passam?
Por mais que eu tente me consolar que está acabando, que falta pouco e que não terei mais de aguentar certas tolices, o tempo faz questão de se arrastar lentamente pra mim. Isso pode ser aplicado em tudo.
A paciência é uma virtude que poucos possuem. Garanto-os, eu a possuía. Nossa, possuía em demasia. Mas esse ano me fez gastar todos os sacos de paciência que existiam dentro de mim, e juro que o tempo agora corre como se fosse numa bomba relógio que está prestes a explodir. Quanto mais você trabalha, mais o tempo voa. Ou pelo menos deveria ser assim.
Queria aplicá-la, ter mais jogo de cintura, pois a vida anda cobrando tanto de todo mundo. Mas, muitas vezes parece que as coisas correm contra nós e era o que deveria nos favorecer.
Creio que sou uma bomba-relógio, e andam mexendo nos meus fios de cores vermelho, verde e azul. Qualquer mexida errada, irá gerar uma explosão enorme. E já têm pessoas marcadas, inf…

No Limiar da Eternidade.

Vicent Van Gogh disse: Quero fazer desenhos que emocione algumas pessoas. Ele expressava suas emoções através de suas pinturas. O que será que ele quis expressar ao pintar este homem com as mãos no rosto. Tristeza? Dor? Solidão? Raiva? Desencanto? Desilusão? Mágoa? Não sei, somente Van Gogh poderia nos explicar. Momentos de reflexão temos sempre de ter, principalmente numa certa etapa de nossas vidas. Fica aqui então, uma pintura de Vicent Van Gogh, e um quê de reflexão. O que você sente neste momento?

Que livro é você?

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

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"Antologia poética", …

Constante Metamorfose.

"A natureza leva milhões de anos pra modificar uma coisinha. E leva um segundo pra modificar uma vida."

Sou muito de observar, principalmente quando viajo. Me ponho na janela do carro e reparo nas mudanças mundanas e como a vida é uma metamorfose ambulante.
Tantas pernas cruzam aquele sinal, tantas outras entram naquela barca e algumas outras pegam um ônibus e segue seu roteiro.
Muitas vezes, sem que perceba, tudo muda. E nessa correria, quem repara?
Quem para pra reparar naquela onda meio quebrada, cansada, que o mar leva até a areia?
Quem para pra reparar naquele rio, naquele mar, que escureceu conforme o tom das nuvens, que depois de um tempo se põem a chorar?
Quem para pra reparar naquelas estradas e como elas ficam doloridas por carregarem milhões de ônibus, milhares de pernas, milhares de estórias?
A vida é tão corrida que nem paramos pra reparar no que verdadeiramente importa pra nós. E nos colocamos sempre a frente de tudo e todos, como se fôssemos a primeira e a última p…

Ácido amor.

Acontece que cada lágrima que derramo por ti é ácida. E ácido acaba corroendo.
Porém, as seco depressa e tento contê-las para que não as cheguem em meu coração.
Posso acabar derramando lágrimas ácidas, mas meu amor por você não corrói.
O que fazer? Não sei.
Talvez esteja jurada a morrer de amores por ti.
E eu, ah eu, odiava essa dependêcia-amorosa. Mas, fazer o quê, o nosso maior temor é o nosso maior vício. Você é o meu maior vício.